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Lucas do Rio Verde - MT
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PERFIL
ANALISADO
Área
explorada
1.000 ha
Propriedade
50% arrendada
Armazenamento
Tercerizado
Nivel
de tecnologia
Ótimo |

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| TEMPO
E CLIMA |

Gráfico 1:
Previsão climática de chuva (mm) para Lucas do
Rio Verde-MT nos meses de fevereiro a abril.
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SAFRINHA PODE
ENFRENTAR PROBLEMAS POR DÉFICIT DE CHUVA
Uma grande massa de ar quente tem
predominado sobre o Centro-Oeste do Brasil neste mês de
fevereiro. Até o dia 15 deste mês o acumulado de
chuva no norte de Mato Grosso estava entre 50 e 120
milímetros. Até o final do mês
são esperadas mais pancadas de chuva, que acontecem
principalmente à tarde, por conta do calor e da alta
umidade. No entanto, no total acumulado, a chuva tende a ficar abaixo
da média histórica para o mês. Em
março, a situação climática
ainda é muito parecida. As pancadas de chuva acontecem com
regularidade, mas acumulam volumes abaixo do normal
climatológico. Como neste período o cultivo do
milho safrinha ainda está no início e, a
necessidade hídrica da planta não é
muito alta, a cultura não enfrenta problemas. A
situação começa a se complicar a
partir de abril. Neste mês, onde normalmente já
começa a chover menos, a expectativa é de um
volume muito abaixo da necessidade hídrica da planta. Os
agricultores devem ficar atentos, pois o risco é alto para
problemas nas etapas do estádio vegetativo, de
floração e de granação. A
tendência para o restante do outono e também para
o inverno é de um período de estiagem, como
é característico desta época do ano.
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Gráfico
2: Riscos potenciais para a cultura de milho safrinha em Lucas do Rio
Verde - MT, nos meses de fevereiro a abril.
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| COMERCIALIZAÇÃO
DA PRODUÇÃO |
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SAFRA
2009/10
Para a Safra 2009/10, é
importante destacar a ausência de
operações de troca insumo x grão
(barter) por parte do Produtor Padrão de Lucas do Rio
Verde/MT. Isso ocorreu porque as tradings tiveram uma
estratégia de diminuição de
exposição ao risco no município. Outro
ponto importante a ressaltar sobre o Produtor Padrão do
município é que o mesmo é um dos
produtores que mais anteciparam a comercialização
na safra corrente (através de fixações
do preço no segundo semestre de 2009 e
comercialização de soja disponível em
janeiro/10). Essa característica lhe propiciou uma melhor
condição de preço médio de
venda em relação aos produtores de outros
municípios, já que a queda dos prêmios
internos iniciou-se a partir de meados de janeiro/10, com a
intensificação da colheita da soja brasileira (MT
e GO) e a perspectiva de uma safra de 53 milhões de
toneladas na Argentina (21 milhões a mais que a safra
passada, segundo dados de fevereiro do USDA).
Em agosto/09, o Produtor
Padrão realizou fixação do
preço a US$ 16,8/saca, para recebimento em fevereiro/10,
simultaneamente à entrega do grão. Em outubro/09,
o Produtor Padrão realizou outra
fixação do preço, de um volume maior
da soja colhida em 2010, ao preço de US$ 16,3/saca, com
entrega também em fevereiro/10. Destacamos que significativa
parcela dos insumos foi adquirida através de pagamento a
prazo safra em US$, o que conferiu ao produtor do município
uma relativa proteção cambial no quesito venda x
custo.
Em novembro e dezembro/09, apesar das ofertas de
fixação por parte de algumas tradings, o Produtor
Padrão optou em não realizar
comercialização antecipada da soja, visando
comercializar a soja colhida em janeiro e fevereiro/10. Em janeiro/10,
o Produtor Padrão comercializou parcela da soja para entrega
até o dia 15, e recebeu o preço médio
de R$ 32,0/saca. Após o dia 15, houve recuo das
cotações da soja e o preço
médio recebido foi R$ 29,0/saca (para entrega ao comprador
até o dia 30).
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| INSUMOS |
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MILHO SAFRINHA 2010 |
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O Produtor
Padrão de Lucas do Rio Verde adquiriu quase todos os insumos
do milho safrinha 2010 em novembro e dezembro/09. Em
função do excesso do cereal colhido em 2009
estocado por parte dos produtores no final do ano, o mesmo foi
utilizado como “moeda de pagamento” para
aquisição dos insumos do milho cultivado em 2010
(troca de insumos por produto disponível). Também
destacamos que houve operações de troca de
insumos por milho futuro na região. No entanto, o Produtor
Padrão não realizou essa
operação, já que optou em segurar o
milho safrinha para comercializá-lo em 2010, na tentativa de
obter melhores preços médios de venda,
através de programas de suporte de preços do
governo.
Os fertilizantes e sementes foram negociados com pagamento a prazo
safra, com vencimento em julho/10. Quanto aos agroquímicos,
apenas uma parcela foi negociada com pagamento à vista,
sendo o restante também negociado com pagamento a prazo
safra, conforme demonstrado no gráfico. O Produtor
Padrão adotará o cultivo do milho safrinha BT em
20,0% da área total da cultura. O custo da semente dessa
tecnologia é de R$ 300,31 por hectare cultivado e o custo da
semente de milho safrinha convencional é de R$ 160,34 por
hectare. O custo operacional total estimado para o cultivo do milho
safrinha 2010 para o Produtor Padrão do município
é de R$ 981,76/ha (ponderando-se as áreas de
tecnologia BT e Convencional)
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| TECNOLOGIA |
| Item
analisado |
Soja
convencional |
Soja RR
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| Preço
médio de Venda (R$/saca) |
28,47 |
28,21 |
| Produtividade
esperada (sacas/ha) |
52,13 |
51,22 |
| Receita
operacional projetada (R$/ha) |
1.483,97 |
1.44,75 |
| Custo
operacional (R$/ha) |
1313,39 |
1.351,47 |
| Lucro
líquido operacional (R$/ha) |
170,58 |
93,28 |
| Margem
de lucro sobre custo (%) |
12,99 |
6,90 |
| Breakeven
price (R$/saca) |
325,19 |
26,39 |
Entre
setembro e dezembro/09, as condições
climáticas propiciaram um cenário
favorável ao bom desenvolvimento das lavouras. No entanto,
em janeiro/10, em função do excesso de chuvas no
município, algumas lavouras, especialmente as de ciclo mais
tardio, apresentaram doenças de final de ciclo, o que
ocasionou uma perspectiva de queda na produtividade média
final. Também houve atraso na colheita em
relação ao previsto inicialmente. Na Safra
2009/10, a soja convencional apresentou resultado produtivo superior
à soja RR.
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| RESULTADO
ECONÔMICO |
Observamos uma significativa queda da margem projetada para a Safra
Verão 2009/10 em comparação
à Safra Verão 2008/09. Essa queda é
atribuída especialmente à
redução do preço médio de
venda em 2010 em relação a 2009 (na Safra
2008/09, o preço médio de venda da soja foi R$
34,44/saca).Também há
influência da produtividade, que é menor na safra
corrente em relação à safra
anterior.
Em
relação à Safra Inverno, mesmo com a
obtenção de uma produtividade recorde (o
número médio obtido em 2009 foi 87,9
sacas/hectare) e as medidas de sustentação dos
preços através de leilões da CONAB, a
rentabilidade média foi negativa em R$ 92,96 por hectare.
Para a Safra Inverno 2010, caso os preços
permaneçam nos patamares atuais (entre R$ 7,0 e R$ 8,0/saca)
e a produtividade situe-se na média dos últimos
cinco anos (75,0 sacas por hectare), a rentabilidade deve ficar
negativa em R$ 287,9/ha.
No cenário atual, observa-se que a rentabilidade da Safra
Verão é depreciada pela rentabilidade da Safra
Inverno. A margem final projetada no momento para a Safra 2009/10
é negativa em 7,61% sobre o custo.
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| O
serviço Climasecurity é um instrumento de
gestão e
planejamento para Cooperativas, Assoc. de
Produtores, Assoc.
Comerciais e Prefeituras, por permitir a
projeção de cenários em uma conjuntura
de economia
instável e alta de volatilidade dos mercados. Se
a prosperidade do seu município depende do sucesso dos
produtores ele não pode ficar fora do Climasecurity. |
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Os
indicadores contidos neste relatório são
projeções derivadas da coleta de dados de campo
aplicados
a modelos analíticos. Eles refletem as
condições
econômico-financeiras e comerciais projetadas para um
produtor
teórico, que não representa a realidade de nenhum
produtor rural em particular. Estas análises servem como uma
mera referência para consulta, e não devem ser
utilizadas
para aprovações ou
reprovações de
crédito de forma coletiva ou particular,
definições de preços ou outras
decisões
táticas do leitor. Diante da dinâmica de fatores
climáticos e mercadológicos, a Climatempo e a
Agrosecurity, controladoras do serviço Climasecurity,
não
se responsabilizam pelas decisões tomadas a partir da
consulta
deste relatório, bem como pelas suas
conseqüências
para o leitor e terceiros.
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