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Londrina - PR
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PERFIL
ANALISADO
Área
explorada
120 ha
Propriedade
45% arrendada
Armazenamento
Tercerizado
Nivel
de tecnologia
Bom |

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| TEMPO
E CLIMA |
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SAFRINHA NO NORTE DO PARANÁ PODE
ENFRENTAR PROBLEMAS POR DÉFICIT DE CHUVA

Gráfico 1:
Previsão climática de chuva (mm) para Londrina - PR nos meses de maio a julho/10
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De
janeiro a abril de 2010, a chuva ocorreu com freqüência na
região de Londrina, acumulando volumes acima da média
histórica. Esse padrão já vinha sendo observado
desde o inverno do ano passado. A causa deste excesso de chuva estava
relacionada à influência do fenômeno
climático El Niño, que tem um impacto no regime de chuvas
do Sul do Brasil. Até o final deste mês de maio, o
fenômeno enfraquece e a partir de junho a previsão
é de neutralidade com relação à
influência de fenômenos relacionados ao Oceano
Pacífico. Ainda há muita incerteza sobre o comportamento
dos Oceanos até o fim de 2010, mas a maioria dos modelos
numéricos indica o início da influência do
fenômeno La Niña a partir de setembro/outubro deste ano. A
tendência para este mês de maio e também para o
mês de junho é de que o volume acumulado de chuva fique
abaixo do normal na região de Londrina. A pouca chuva pode
prejudicar o desenvolvimento do milho safrinha. Em julho/10, a chuva
aumenta, mas devido ao déficit dos meses anteriores, os
estádios de floração e de granação
da planta ainda podem correr riscos. Além disso, neste
período outono/inverno há previsão para a chegada
de fortes massas polares sobre o Sul do Brasil ,que irão ocasionar
em acentuada queda de temperatura. Os agricultores devem ficar atentos
para a possibilidade de eventos de geada em junho e em julho, conforme demonstrado na tabela abaixo.
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Gráfico
2: Riscos potenciais para a cultura de milho safrinha em Londrina - PR, nos meses de maio a julho/10
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| COMERCIALIZAÇÃO
DA PRODUÇÃO |
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SOJA
2009/10
Em agosto/09, o
Produtor Padrão de Londrina realizou operações de troca com o fornecedor de insumos para
adquirir uma parcela dos fertilizantes e
sementes
(aproximadamente 35,0%
do volume total de cada grupo de insumos) e 40% dos agroquímicos da
soja 2009/10. Posteriormente, em novembro/09,
o Produtor Padrão de Londrina realizou fixação do preço de aproximadamente
14,3% do
volume colhido em 2010, ao preço médio
de R$ 38,0/saca. O recebimento foi acordado para abril/10 e a
entrega do grão ocorreu logo após sua colheita. Em janeiro/10 e fevereiro/10,
houve mais ofertas de fixação
do preço da soja no município por parte dos compradores. O
Produtor Padrão de Londrina aproveitou essas oportunidades e efetuou fixação
ao preço médio de R$ 34,0/saca,
para entrega do grão em abril/10.
O preço médio bruto
referente ao volume comercializado no mercado disponível em março/10 foi R$ 30,5/saca.
Quanto ao volume comercializado em abril/10, o preço médio recebido foi de R$
30,1/saca.
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Gráfico 3: Comercialização da soja 2009/10 no município de Londrina - PR
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MILHO SAFRINHA 2010
O
Produtor Padrão de Londrina comprometeu antecipadamente volume
do milho safrinha 2010 através de operação de
troca com o fornecedor de insumos para aquisição de
parcela dos fertilizantes, agroquímicos e sementes utilizados no
cultivo da cultura. Na operação, o grão foi
precificado a R$ 15,0/saca. Em maio/10, a cotação média do cereal no município foi de R$ 14,4/saca.
Gráfico 4: Comercialização do milho safrinha 2009/10 no município de Londrina - PR
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| INSUMOS |
TRIGO 2010
O
Produtor Padrão de Londrina iniciou as compras dos insumos do
Trigo 2010 em fevereiro/10. No entanto, o maior volume de compras junto
aos fornecedores ocorreu em março/10. Houve atraso no
cronograma de compras em relação à
Safra 2009, em função de atraso no plantio e colheita da
soja 2009/10 e indecisão da área a ser cultivada em 2010
(houve redução de 13,0% da área cultivada em
relação ao ano anterior). Parte dos insumos foi adquirido
através de
operação de troca com entrega de trigo futuro (que foi
precificado a R$ 25,0/saca). Grande parcela dos agroquímicos foi
negociado através de pagamento a prazo safra. Quanto aos
fertilizantes, cerca de 35,0% volume total utilizado foi negociado para
pagamento à vista e prazo curto. Em relação
às sementes, a maior parte foi negociada através de
operação de troca (70,0% do volume total).
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Gráfico 5: Compra de insumos para a cultura do trigo em Londrina - PR
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| TECNOLOGIA |
| Item
analisado |
Soja
convencional |
Soja RR
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| Preço
médio de Venda (R$/saca) |
34,22 |
33,61 |
| Produtividade média obtida (sacas/ha) |
50,21 |
51,42 |
| Receita
operacional projetada (R$/ha) |
1.718,19 |
1.728,23 |
| Custo
operacional (R$/ha) |
1.341,65 |
1.353,48 |
| Lucro
líquido operacional (R$/ha) |
376,54
|
374,75 |
| Margem
de lucro sobre custo (%) |
28,06 |
27,69 |
| Breakeven
price (R$/saca) |
26,72 |
26,32 |
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Gráfico 6: Análise Econômica da Safra de soja 2009/10 em Londrina - PR
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Observa-se
pouca diferenciação de produtividade entre as tecnologias
convencional e RR na Safra 2009/10. A soja convencional apresenta
melhor preço médio de venda em função dos
prêmios pagos pelas cooperativas locais aos produtores na compra do
grão. Do final de novembro/09 até meados de janeiro/10,
houve queda da perspectiva do preço médio de venda da
soja 2009/10, que foi reforçada após o início da
colheita no Brasil e a grande oferta por parte da Argentina em 2010.
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| RESULTADO
ECONÔMICO |
Observa-se
recuperação da margem projetada para a Safra
Verão 2009/10 em comparação
à Safra Verão 2008/09. em função da
recuperação do desempenho produtivo das culturas da soja
e do milho verão em
relação à safra anterior. Quanto
à Safra Inverno, o resultado econômico projetado é
negativo, em função da baixa cotação do
milho safrinha e do trigo no mercado interno ao longo de 2010. A
melhora no resultado fica condicionada à obtenção
de recebimento de políticas de incremento de preço
através de auxílio governamental.
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Gráfico 7: Lucro Líquido Operacional das Safras 2008/09 e 2009/10 em Londrina - PR
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Gráfico 8: Resultado Econômico do Produtor Padrão de Londrina - PR para as Safras 2008/09 e 2009/10
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A margem de lucro projetada para a Safra 2009/10 é considerada "Muito Ruim".
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| O
serviço Climasecurity é um instrumento de
gestão e
planejamento para Cooperativas, Assoc. de
Produtores, Assoc.
Comerciais e Prefeituras, por permitir a
projeção de cenários em uma conjuntura
de economia
instável e alta de volatilidade dos mercados. Se
a prosperidade do seu município depende do sucesso dos
produtores ele não pode ficar fora do Climasecurity. |
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Os
indicadores contidos neste relatório são
projeções derivadas da coleta de dados de campo
aplicados
a modelos analíticos. Eles refletem as
condições
econômico-financeiras e comerciais projetadas para um
produtor
teórico, que não representa a realidade de nenhum
produtor rural em particular. Estas análises servem como uma
mera referência para consulta, e não devem ser
utilizadas
para aprovações ou
reprovações de
crédito de forma coletiva ou particular,
definições de preços ou outras
decisões
táticas do leitor. Diante da dinâmica de fatores
climáticos e mercadológicos, a Climatempo e a
Agrosecurity, controladoras do serviço Climasecurity,
não
se responsabilizam pelas decisões tomadas a partir da
consulta
deste relatório, bem como pelas suas
conseqüências
para o leitor e terceiros.
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